Ninguém escolhe quem amar, quando amar ou com que intensidade,
Apenas "se ama".
É fácil conquistar um coração, com um sorriso, com uma palavra, até mesmo com um único olhar...
Um olhar daqueles que dá até um frio na barriga.
Realmente é fácil conquistar um coração, um amor.
Mais fácil ainda é magoar um coração
mesmo quando vc está dentro dele...
Agora queria apenas te odiar com a mesma intensidade que te amo!
Não consigo...
Consigo apenas me odiar,
por ter sido tão ingênua, inocente,
Por estar aqui envolta em lágrimas enquanto você não se importa comigo.
Se eu pudesse desejar algo, desejaria nunca te-lo conhecido.
Mentira!...desejaria que você me amasse.
Com a mesma intensidade que te amo.
Elisa Fiedler
MUTAÇÕES
Para esquecer um amor
não é preciso sofrer,
nem é preciso chorar,
amor é corpo sem rosto,
que você mascara a seu gosto
e põe o nome que quer.
Troque o rosto,
troque o nome,
e terás outra paixão,
motivo de novo alento,
nova esperança e ilusão,
e, de repente descubra,
que o novo amor conquistado,
tem o mesmo gosto e perfume,
mesma malÃcia e ciúmes,
daquele amor do passado!
Não conheço o autor
Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor fÃsica da falta de beijos e abraços, Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuÃdo, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida... Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponÃveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possÃvel alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptÃvel. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a 'dor-de-cotovelo' propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentÃamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatÃsticas: "Eu amo, logo existo".
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente...
E só então a gente poderá amar, de novo.
a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentÃamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...
Martha Medeiros
Que estranhos sentimentos!
Os mais diversos...
e os fiz em versos,
muitas vezes, pra você.
Que estranhos sentimentos!
Tomaram minha essência
e nessa experiência
aprendi uma vida com você.
Que estranhos sentimentos!
Um afeto que virou carinho
e levada por esse caminho
me desfiz toda em amor.
Que estranhos sentimentos!
Levaram-me ao delírio
com tão grande brilho
de loucura e desejos.
Que estranhos sentimentos!
Deixaram-me paralisada
no tempo e encantada
com a grandeza deste momento.
Que estranhos sentimentos!
Sufocaram-me sem matar
feriram-me sem magoar
e é desse jeito que eu os quero.
Que estranhos sentimentos!
Sem eles não sou mais nada,
se desviar-me dessa estrada
perco a força pra viver.
Que estranhos sentimentos
você me fez experimentar
nessa doce ventura de amar!!!
Silvia Munhoz
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